Startrekbr’s Weblog

maio 13, 2009

A LIMPEZA ÉTNICA DO FILME 11

Filed under: Noticias — startrekbr @ 12:29

A alguns anos atras durante um conflito na Bósnia foi relatado que um dos grupos étnicos, os sérvios estavam fazendo todo o tipo de atrocidade para que os outros grupos que viviam no pais como os cristãos ortodoxos; os croatas, católicos romanos; e os bósnios, muçulmanos.

A ideia era batalhar para que o pais tivesse apenas uma cultura. A esses atos foi dado o infame nome de LIMPEZA ÉTNICA.

Eu não sei que lucro ou prejuizo estavam em jogo na época pra que um povo se tornasse tão drástico a ponto ce criar um conflito que causasse 200 mil mortes, mas isso agora é historia.

Vou falar sobre o filme, logo, se voce não viu o filme ainda, por vavor deixe para ler esse artigo mais tarde.

Star Trek começou nos Estados Unidos da America a mais de 40 anos. O numero incrivel de fãs impressiona até hoje. Mesmo assim a Paramount encomendou um filme que não fosse feito para fãs.

Isso não te parece uma incoerencia?

Pois é, o problema da Paramount era justamente esse. Parece que os fãs tradicionais já não agradavam a Paramount a muito tempo.

Vamos então tentar entender o por que disso.

1 – o que é um Trekker na visão do americano comum.

Trekkers são um tipo de NERD
no Brasil nem tanto mas na America, como eles são mais conhecidos, NERD é um termo bastante pejorativo. Vejam a tradução de 4 verbetes de um dicionario americano.

http://dictionary.reference.com/browse/nerd

1 pessoa estupida, irritante, inócua, ou feia.

2 pessoa inteligente mas bitolada obcecada por um hobby ou assunto pouco social ex: um nerd de computador.

3 pessoa tola, inapta ou feia

4 pessoa bitolada ou muito versada em ciencia e tecnologia mas peca por ser socialmente inapta.

A palavra nerd foi ouvida pela primeira vez, indefinida mas ilustrada, em 1950 no conto de Dr Seuss: If I Ran the Zoo:
“Aí, só pra mostrar pra eles eu vou velejar pra Ka-Troo e trazer um It-Kutch, um Preep e um Proo, um Nerkle, um Nerd e um Seersucker tambem!”

(o nerd citado é uma pequena criatura humanóide de aparencia comicamente zangada)

A palavra nerd aparece logo depois num artigo em 10 de fevereiro de 1957 em Glasgow, Escócia no jornal Correio de Domingo numa coluna habitual entitulada “ABC para Quadrados”: “Nerd=um quadrado, precisa explicar?”

há outras palavras para definir esse tipo de pessoa cujos habitos e preferencias incomuns a tornam tão indesejavel.

Mas essa é a visão de um nerd.

Quer queira quer não. Essa obcessão acontece tanto entre os trekkers que logo ser trekker se tornou a marca registrada da maioria dos nerds nesses ultimos 40 anos. A ponto de a propria franquia ser lenta e definitivamente ser taxada de “coisa de nerd”.

E os nerd-trekkers em sua maioria tendo suas vidas anti-sociais, tendo que recolher suas proprias emoçoes por serem tão incompreendidos pelas pessoas, até que gostam das pessoas mas não sabem de forma alguma como se expressarem, (nunca estudaram sobre isso) se identificaram instantaneamente com aquele do seriado que é o cientista e que tambem demonstra estar isolado das emoçoes e do sofrimento que elas trazem: O vulcano Spock.

Daí vemos inumeros nerds orgulhosamente usando orelhas pontudas para mostrar que ser nerd tem um motivo, um padrão a ser seguido, um álibi para suas vidas diferentes.

Mesmo assim nunca tiveram e nunca terão a aceitação geral da sociedade. Herois mesmo só nas telas.

Uma vez eu acompanhei um grupo avançado numa das nossas missões da FFESP numa escola muito conceituada em São Paulo, lá estavamos usando nossos uniformes e fantasias, passeando pelo que era uma grande festa na escola onde fariamos uma palestra sobre ST. Passando perto de um grupo de crianças uma professora chamou a atençao delas para o nosso grupo e falou da palestra, mas uma menina loirinha da qual nem quero saber o nome olhou para nós com um arrogante e sério olhar de desprezo e disse em voz bem alta:
–Eu é que não vou perder o meu tempo com esses bichos feios aí!!!

Ficamos atônitos com o berro da guria olhamos uns para os outros, estavamos todos bem. É dificil entender o preconceito dos outros.

Preconceito é como voce entrar num tribunal e mal voce passou pela porta o juiz bate o martelo por que o juri olhou pra sua cara e disse CULPADO e nem te disseram DE QUE.

2 – Situação da Franquia até o filme 10

As coisas indo de mal a pior, pagando muito para os atores de series consagradas, um novo canal de TV, a UPN uma série nova, Enterprise, grana pra todo o lado e retorno abaixo da média…

Resultado: o filme deu prejuizo, a série foi cancelada apesar de todos os protestos e o canal foi pro brejo…

Nessa época os fãs já tinham acesso a material barato de filmagem e edição com relativa qualidade e os fan films começaram a pipocar por ai. Ou seja, quem precisa da Paramount? Sabemos sonhar por conta propria.

3 – Surge o projeto JJ ABRAMS
A Paramount sabia que Star Trek é um conceito poderoso mas os fãs (a maioria nerds) não estavam dando o retorno financeiro desejado. Os filmes de açao, refilmagens e oriundos dos quadrinhos estavam emplacando todo o ano. Então lembraram que eles tambem tinham uma franquia para ressuscitar e chamaram o mais badalado pajé pra isso.

O Sr Abrams definitivamente não é trekker como ele mesmo disse, ou seja NÃO SE CONSIDERA UM NERD e do jeito que ele fala dos nerds nota-se um asco visceral ao termo.

A Paramount quer o que toda a industria quer: GRANA para produzir mais e receber mais GRANA. Isso é natural, legitimo e… ora bolas, quem nao quer?

Para isso precisava de uma franquia renovada onde os valores e herois não caracterizassem outra desculpa para os nerds e por consequencia que não causasse asco das pessoas que não são nerds.

Resultado: vulcano explode, descontrolar um vulcano vira requisito, e o vulcano do futuro recomenda ao vulcano do passado a mandar a logica à m…

A ação, a velocidade e o visual são magnificos, a historia é muito boa e muito bem contada, os atores são excelentes, tudo zero queixa!

Mas agora os vulcanos, de acordo com o diario de bordo do proprio Cmd Spock, são uma espécie em perigo de extinção.

Os vulcanos entao encontram um planeta onde poderão iniciar uma colonia com 10 mil pessoas e preservar sua cultura dessa forma.

Embora não seja de forma violenta, o filme 11 marca o inicio de uma LIMPEZA ÉTNICA. A idéia é desassociar totalmente a marca Star Trek de pessoas consideradas NERDS. Nenhum fã clube no mundo inteiro foi autorizado a ter uma pré estreia ISSO POR ORDEM DO PROPRIO JJ ABRAMS. A opinião de quem curte e tenta viver esse sonho a mais de 40 anos foi sumariamente ignorada. Os trekkers mais conhecidos do mundo só foram procurados para ajudarem na tradução de termos tecnicos.

Como aconteceu com os vulcanos, de repente estamos fora de cena.

No entanto, o Sr Abrams pode dizer missão cumprida.
A coisa que era só de nerd pode agora ser assistida por qualquer um e qualquer um entende a historia.

A grana que tanto queriam está rolando enquanto os trekkers veteranos procuram um planeta pra colonizar.

Uma trekker tradicional que mora em portugal escreveu recentemente que agora com a franquia renovada vamos poder explorar o desconhecido OUTRA VEZ e é grata pela oportunidade, eu achei maravilhoso, faz parte do nosso otimismo como trekkers legitimos.

Ao perceber a limpeza étnica engendrada pela Paramount só nos resta exatamente o que os vulcanos estão fazendo, preservar a nossa cultura mas dar graças a Deus por estarmos vivos!

Afinal o filme é muito bom e tem os herois que gostamos, basta ver nossa emoção nos cinemas e verão que com limpeza étnica ou não, sempre vamos curtir e muito Jornada nas Estrelas.

A Paramount se esquece que os fãs de filmes de aventura não se prendem a apenas uma franquia, se tiverem que fazer outro filme e não impressionarem tanto como o primeiro saberão NA HORA que a grana esperada não vem.

Muitos que não eram trekkers simplesmente chegaram em casa doidos para assistir e entender a serie classica. Milagre? Não, consequencia! Talvez muitos se tornem os nerds que tanto detestam ou como aconteceu comigo a mais de 40 anos encontrem uma filosofia de vida em que se identifiquem.

Afinal quem tem medo de ir audaciosamente onde ninguem jamais esteve?

Marcilio Dias (russia)
Contra-almirante FFESP

janeiro 10, 2009

Mergulhando fundo nas quatro cenas!

Filed under: Noticias — startrekbr @ 21:11


Ao sair da sala de cinema na Av. Paulista depois de ver 25 minutos do novo filme de Jornada nas Estrelas, a primeira coisa que eu tive de fazer foi ligar para meu irmão, que queria muito saber que notícias eu trazia de lá de dentro. Minha avaliação foi algo como: “Se você for para o cinema esperando encontrar o velho Star Trek, talvez você se decepcione. Mas se você for esperando Star Trek 2.0, acho que vai gostar bastante.” Spoilers por toda parte!!!

Essa avaliação parece bem parecida com que os produtores e escritores têm dito aos fãs ao longo dos últimos meses — sinal de que, gostemos ou não, eles entregaram exatamente o que planejavam, quando diziam estar “reimaginando” a série original.

Mas, antes de elaborar mais o que isso significa, vamos ao que eu vi. Abaixo, uma descrição das quatro cenas do filme exibidas pela Paramount.

CENA 1 – Conheça Kirk, o bêbado

Estamos num bar. Há alguns alienígenas por perto, mas nada que pareça saído de Star Wars, como temiam alguns trekkers. Uhura pede algumas bebidas e Kirk, a duas cadeiras de distância, tenta passar uma cantada na moça. Eles claramente ainda não se conhecem. Uhura não dá muita trela a ele, que parece já estar bêbado ou, no mínimo, alto. Mas Kirk não desiste. Pergunta o que ela faz, e ela responde, dizendo que estuda xenolinguística. Completa dizendo ter convicção de que Kirk não sabe o que é isso. Mas o jovem bebum surpreende, descrevendo exatamente do que se trata o estudo de xenolinguística. E emenda: “Isso quer dizer que você tem uma língua ágil.”

Nisso, chegam alguns seguranças brutamontes da Frota Estelar. Apesar de Uhura dizer que pode lidar com a situação, eles decidem intimidar Kirk. O moleque reage, mesmo estando em número inferior. Uma briga de bar é o resultado. Após um começo disputado, Kirk acaba sendo surrado pelos homens. A confusão só interrompida quando o capitão Pike adentra o bar. Ele dispensa a turma da Frota Estelar e toma Kirk sob sua asa.

Diz ter conhecido o pai de Kirk e afirma que o jovem não deveria jogar sua vida fora, como tem feito. Diz conhecer o potencial acadêmico do garoto e vaticina: Kirk poderia muito bem completar sua formação na Academia em quatro anos, e ter seu próprio comando em oito anos. Diz que o rapaz deve aproveitar a chance e aparecer, na manhã do dia seguinte, na doca seca da Frota em Iowa para se alistar.

O jovem não responde. Mas na manhã do dia seguinte, lá está ele, admirando a construção de uma nave estelar da classe Constitution (seria a Enterprise?). Pike o vê e fica feliz de tê-lo conseguido trazer para a Frota.

CENA 2 – A “reação alérgica” de Kirk

(Abrams explica que a próxima cena ocorre depois que Kirk, já na Academia, se mete em uma encrenca e não ganha um posto em nenhuma das naves. Leonard “Magro” McCoy é seu amigão de Academia, e dá um jeito de “contrabandeá-lo” para a Enterprise, injetando nele uma vacina que causa terríveis efeitos colaterais, que exigem tratamento médico imediato. É neste ponto que começa a cena.)

Kirk acorda em uma biocama da enfermaria da Enterprise. Claramente zonzo, ele pergunta o que aconteceu. McCoy explica que é uma reação alérgica à vacina. O jovem cadete olha para as mãos. Elas estão absurdamente inchadas. (Acreditem, isto é engraçado!)

Enquanto isso, na ponte, Chekov abriu o intercom e transmitiu para a nave as novas ordens da Enterprise: investigar o aparecimento de algo que poderia ser descrito como uma tempestade elétrica no espaço, nas imediações de Vulcano.

Ainda chocado com seu estado médico, Kirk se aproxima rapidamente de um monitor e “rebobina” a mensagem de Chekov para se certificar do que ouviu. Após o quê, num momento “Kirk”, ele sai correndo da enfermaria, com McCoy ao seu encalço.

Ele anda pelos corredores até encontrar Uhura, para quem confidencia: a tal tempestade elétrica é uma armadilha, “criada pelos O’MU’A’NO’!” (Sim, a língua de Kirk também está inchada pelo efeito da vacina.)

– O quê? – pergunta Uhura.

– O’MU’A’NO’!

– Romulanos?

– Sim, o’mu’a’no’!

A trupe então corre para a ponte, para que Kirk possa apresentar sua teoria ao capitão Pike. Ele ouve protestos de Spock, que está indignado com a presença do cadete encrenqueiro na ponte — para não dizer na nave –, mas explica ao capitão que o fenômeno é exatamente igual ao que apareceu antes da destruição da Kelvin, a nave comandada por seu pai, décadas atrás, e a que apareceu perto da fronteira Klingon, anos depois, e destruiu 37 naves. Uhura confirma a informação, com base em sua decodificação de transmissões em romulano. Até Spock reconhece que faz algum sentido, e Kirk soma alguns pontos diante de seus desconfiados colegas.

CENA 3 – Spock do futuro

(Abrams explica, antes da cena, que o jovem Spock ainda estava indignado com a presença irregular de Kirk na Enterprise e dá um jeito de deixá-lo num planeta de gelo antes de seguir viagem. E é lá que Spock do futuro vai encontrá-lo.)

Kirk e Spock do futuro encontram um engenheiro rabugento que se julga abandonado pela Frota Estelar, sem comida e suprimentos, naquele posto distante.

– Você é Montgomery Scott? – pergunta o velho Spock, surpreso por reconhecer seu amigo de longa data.

Spock do futuro então informa Scotty de que ele precisa ajudar Kirk a voltar a bordo da Enterprise, onde ele precisará tomar o comando da nave, subjugando emocionalmente o jovem Spock. Para isso, será preciso fazer um transporte em transdobra. Scotty confessa já ter trabalhado na idéia, mas fracassado.

– Eu convenci a Frota Estelar de que poderia não só transportar objetos inanimados, o que seria fácil, mas também seres vivos. E fiz a experiência com o beagle do almirante Archer. — conta Scotty.

– E onde está o beagle?

– Eu bem que gostaria de saber! — responde o engenheiro, indicando o tamanho da encrenca em que se metera.

Para “resolver” o problema, Spock do futuro explica que o transporte transdobra funciona, mas depende de uma equação que o engenheiro ainda está para inventar. Spock apresenta a dita cuja a Scotty, que então se vê pronto para transportar Kirk de volta à Enterprise.

Spock do futuro diz a Kirk que é imperativo que o jovem Spock não saiba sobre a conversa que tiveram.

Antes de partir, Kirk indica a Spock que voltar no tempo para intervir nele é trapacear. Spock responde:

– Aprendi esse truque com um velho amigo.

CENA 4 – Pancadaria em Vulcano!

Uma nave imensa tem uma britadeira igualmente gigante escavando um buraco até o coração do planeta Vulcano. A Enterprise chega às imediações e precisa danificar o aparelho, que interfere com o uso do teletransporte.

Para desativá-lo, Pike parte com Kirk, Sulu e um redshirt numa nave auxiliar. O capitão ficará em órbita, na nave auxiliar, enquanto Kirk Sulu e o redshirt terão de fazer skydiving orbital para atingir a plataforma de onde desativarão a britadeira espacial.

A descida de skydiving é espetacular. Mas o redshirt morre no caminho. Kirk e Sulu chegam até lá e conseguem desativar a tal da escavadeira. E cada um ganha um “romulano” de presente, para enfrentar. Kirk fica dependurado no penhasco, enquanto Sulu acaba com o seu, dando uma de espadachim do futuro. O piloto acaba salvando seu futuro capitão. Mas cai da plataforma. Kirk mergulha para salvá-lo. Os dois pedem transporte de emergência, mas a Enterprise não consegue travar no sinal dos dois, em queda livre. Chekov percebe que pode fazer aquilo, sai correndo da ponte até a sala de transporte e consegue salvar a dupla, no último instante.

Enquanto isso, na nave romulana, Nero é informado de que, mesmo com a desativação da britadeira, a escavação atingiu o núcleo do planeta. O romulano então ordena o disparo da “matéria vermelha” pelo buraco.

A Enterprise percebe a ação, e Chekov aponta a Spock, no comando da nave durante a ausência de Pike, que um buraco negro está se formando no centro do planeta. Estima-se três minutos para a evacuação planetária.

Spock decide partir para resgatar seus pais, enquanto ordena que a Enterprise instrua Vulcano a iniciar evacuação imediata.

AVALIAÇÃO

Pois bem. Foi isso que eu vi e ouvi, ao longo de cerca de 25 minutos. A primeira surpresa que tive foi que as cenas não “estragaram” o filme para mim. Ele continua com surpresas suficientes, de forma que os 25 minutos só me deixaram com mais vontade de ver a outra uma hora e meia que ficou de fora.

Até por conta disso, é injusto fazer uma avaliação completa e irreversível do filme. O que podemos, sim, fazer é ter uma noção inicial do que esperar.

Para ser justo, vamos quebrar em partes a análise.

Valores de produção

Sem medo de errar, é a produção mais complexa já vista na franquia. Eu gostei bastante dos cenários, muito maiores do que os ambientes claustrofóbicos com o que nos acostumamos. Do “lado de fora da Enterprise”, a sensação é a mesma. Tomadas grandiosas, com a câmera bem próxima da nave, dão pela primeira vez a noção de como realmente é grande esta nave estelar. Em termos de efeitos visuais, não há o que criticar. Estão espetaculares e transmitem toda a sensação de grandeza do filme que eu já comentei anteriormente.

Ainda assim, a ponte continua sendo a ponte, os turboelevadores ainda são os turboelevadores, a engenharia ainda é a engenharia, a enfermaria ainda é a enfermaria… ou seja, é Star Trek 2.0. Se você quiser explicar como esta Enterprise pode se transformar na Enterprise da Série Clássica, terá uma imensa decepção. Mas se você entrar no cinema buscando uma nova interpretação da Enterprise, que ainda é a Enterprise, mas é outra, não aquela dos anos 1960, aposto que vai gostar.

Enredo

Este é o mais difícil de avaliar, pois os 25 minutos ofertados (mais os spoilers a que tivemos acesso) ainda não dão uma noção completa de como a história se desenrola.

De antemão, antecipo que este pode ser o ponto mais fraco do filme: viagens no tempo são sempre premissas arriscadas para uma história, porque podem soar convenientes demais. Do que eu vi, é impossível julgar se deu certo ou não.

Em defesa dos produtores, fazer viagem no tempo não necessariamente é um tiro no pé; que o digam “A Volta Para Casa” e “Primeiro Contato”.

Condução

Gostei do estilo de filmagem e da edição. Não é nada tão acelerado quanto o estilo “Matrix” de filmagem de ação, mas nada tão conservador quanto o tradicional formato de Jornada nas Estrelas. Não se assemelha em nada com o estilo da nova “Battlestar Galactica”; eu não notei nenhuma ênfase em filmagem handy-cam. Nesse sentido, mantém certa contiguidade — ainda que com uma severa evolução — com o estilo “clássico” de produção de Jornada.

Outra coisa que chamou a atenção, positivamente, foi o uso do humor. Nas seqüências que vi, duas cenas de humor funcionaram para mim: Chekov, antes de abrir o intercom, tentando introduzir um código de acesso ao computador com um sotaque de difícil compreensão, e Kirk com as mãos inchadas, desesperado para comunicar o fato de que a Enterprise está prestes a cair numa armadilha. Achei ambas engraçadas e não ocorrem em detrimento da seriedade da história ou dos personagens. Sua dignidade permanece intacta.

Também vale notar que os roteiristas incluíram várias referências para os fãs hardcore. Foi delicioso ouvir McCoy dizer que “Sofrimento é bom para alma” (alguém lembra?) e ouvir Scott contar o que fez com o beagle do almirante Archer. E podem implicar com o fato de que o bar já serve bebidas cardassianas, mesmo o filme sendo anterior a eventos da Série Clássica

Personagens

Aqui reside a essência de Jornada nas Estrelas. Cabe, portanto, uma análise individual de cada um.

– Kirk: Como disse no meu comentário spoiler-free, Kirk começa irritando muito os fãs, por agir como o mais completo idiota. Mas está claro que não devemos interpretá-lo como o velho Kirk, mas como um novo Kirk, profundamente influenciado pela morte precoce de seus pais. O homem perdeu o rumo, para se tornar um brilhante, mas desperdiçado, talento, bebendo pelos bares de Iowa. Nas cenas subseqüentes, no entanto, ele parece mais e mais com seu “velho eu” — assumindo os riscos para salvar a Enterprise na cena 2, questionando a honestidade do Spock do futuro na cena 3 e salvando Sulu da morte certa, num ato impetuoso e heróico, na cena 4. Chris Pine soube carregar bem o personagem, diante do desafio dantesco de substituir William Shatner.

– Spock: Vi pouco do Vulcano, confesso, mas Zachary Quinto tem dois problemas para superar. Primeiro, o fato de que ele é muito parecido com Leonard Nimoy nos faz esperar que ele atue *como* Leonard Nimoy. Além disso, para tornar o desafio ainda maior, o filme conta com o próprio Nimoy, interpretando Spock do futuro. Pelo menos do que vi, o Spock de Quinto não é tão bom quanto o de Nimoy. Enquanto o segundo sempre soube imprimir um ar de gravidade — um tom de “eu estou sempre certo” — ao personagem, o primeiro soa inseguro e mais emotivo do que nunca. Ainda não é uma avaliação definitiva, mas acho que Quinto pode não ter domado Spock tão bem quanto deveria.

– Spock do futuro: Que dizer? Leonard Nimoy é o cara.

– McCoy: Karl Urban arrebenta como McCoy. DeForrest Kelley estaria orgulhoso dele. Vi pouco, mas o que vi convenceu totalmente. McCoy is back!

– Sulu: Se não me engano, eu ouvi apenas uma fala dele, quando Kirk pergunta que tipo de treinamento em combate ele tem. Sulu responde: “Esgrima”. Toque suave de humor, que reflete o Sulu deste filme — é um sujeito centrado, mas bom de briga. Difícil avaliar mais, e compará-lo com o velho Sulu, mas essa interpretação ressoou bem com o personagem.

– Chekov: O ator é russo, mas o sotaque é igual ao “falso russo” de Walter Koenig. Gostei dele, e vejo o espírito do antigo Chekov no personagem. Mas a aparência completamente diferente (e o fato de que ele está na Enterprise sob o comando de Pike!) certamente serão elementos de “implicância” para os fãs. De novo, mentalize “Star Trek 2.0″ e vamos em frente.

– Scott: Aqui talvez esteja a maior decepção do elenco principal. O sotaque do novo Scotty é escocês legítimo — mais escocês que o sotaque falso de James Doohan. E o personagem, pelo menos nas cenas que vi, serviu meramente para alívio cômico. Como um admirador do velho Scotty, temo que falte um pouco do espírito do grande engenheiro de outrora nesta nova encarnação.

– Uhura: Convenhamos — Uhura sempre foi um livro aberto, e na primeira página. Ela nunca teve uma grande personalidade (tente se lembrar de três momentos memoráveis dela na Série Clássica) e neste filme fará mais do que jamais fez. É um belo upgrade para um personagem subutilizado na série original.

– Pike: Dou um doce para quem disser como deveria ser interpretado o capitão Pike, com base no único episódio existente com ele. Admitamos: era um personagem a ser criado. E foi o que eles fizeram. Eu gostei, mas não senti nele o “vibe” do velho Pike.

Considerações finais

No fim das contas, o que fazer deste “Star Trek”?

Ouvindo opiniões de quem viu lá, ele agradou — e muito — a quem não gostava de Jornada nas Estrelas. Viu valores de produção e ação de uma qualidade jamais antes observada na franquia.

Mas e quanto a nós, os velhos fãs?

Tudo tem a ver com o espírito com que você vai ao cinema. Se você espera encontrar lá os velhos Kirk, Spock e McCoy, encarnados pelos atores que os eternizaram, nos cenários que aprendemos a ver como parte dos nossos corações (por mais toscos que fossem), na nave que todos conhecemos e amamos, você está pronto para uma grande decepção.

E nem precisaríamos ver o filme para dizer isso. William Shatner e Leonard Nimoy não vão rejuvenescer; DeForrest Kelley não irá ressuscitar. A velha Jornada é o que é: 79 episódios, mais 6 ou 7 filmes (dependendo de quem conta).

Mas esta velha Jornada, que todos amamos e admiramos, não está acabada. Muito pelo contrário, ela está mais viva do que nunca, nos rolos de filme, nos DVDs já impressos, nos Blu-rays que estão por vir. Só não teremos “episódios inéditos”, mas é a vida.

O que podemos ter é uma “releitura” de Jornada. Os mesmos personagens, a mesma nave, o mesmo espírito. Mas, ainda assim, algo diferente. Igual, mas diferente. Entendo agora a dificuldade dos produtores e escritores ao definir este filme.

Ele é marcadamente diferente da Jornada clássica. Ainda assim, algo que emerge do seu conjunto, seja do roteiro, da produção ou dos atores, soa em alto e bom som: “Jornada nas Estrelas”.

Eu gostei, e estou pronto para abraçar Star Trek 2.0, do mesmo jeito que abracei e gostei de Galactica 2.0. Mas reconheço que nem todos os fãs estão prontos para isso.

A esses, peço que relembrem os temores de Kirk e Spock, em Jornada VI, quando o mundo parecia se transformar rapidamente, diante de seus olhos. Será que eles estariam perdendo sua utilidade, sua razão de ser, diante de um “admirável mundo novo”?

É o que alguns fãs podem sentir. Jornada talvez não seja mais para eles.

Bobagem, pessoal. É cinema. Cinema é para todo mundo. Ou alguém aí deixou de ver Star Wars ou Indiana Jones, porque gosta de Jornada? Vamos curtir. Se entrarmos com o espírito desarmado, estou certo de que teremos duas horas de diversão na sala de cinema.

De minha parte, eu já tive 25 minutos. Quero mais uma hora e meia.


P.S.: O Trek Brasilis adoraria publicar outras opiniões de quem esteve naquela sala de cinema, sendo ou não fã de Jornada. É só escrever e mandar para nós!

Texto retirado do site Trekbrasilis.org

janeiro 2, 2009

Trekkies ou trekkers?

Filed under: Noticias — startrekbr @ 22:36

O fanatismo por “Star Trek” tem conseqüências. A principal delas é se tornar um trekker ou um trekkie, dependendo do ponto de vista. Para o dicionário Oxford, “trekkie” é “um fã do programa norte-americano de televisão de ficção científica Star Trek”. No entanto, alguns fãs mais contidos, incomodados com a má fama do termo por conta das bizarrices dos mais fanáticos, preferem o termo trekker. Seja um ou outro, o fato é que os personagens e as sagas de “Star Trek” mobilizam fãs no mundo inteiro, com uma dedicação de fazer inveja a outros fenômenos da cultura pop. Eles se vestem como os personagens, tatuam seus corpos com os símbolos da série, fazem jantares temáticos e vão a convenções que reúnem milhares de fãs, seja nos Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Alemanha, Japão ou no Brasil. Muitos dos eventos servem como fonte de arrecadação de fundos doados a hospitais e outras instituições beneficentes. Às vezes, a admiração dos fãs extrapola eventos anuais e passa a fazer parte do cotidiano deles. Um exemplo é Tony Alleyne, um fã londrino que transformou seu apartamento em uma réplica da Enterprise. Identificados com nerds ou geeks, os trekkies já fazem parte do universo bem-humorado da cultura pop. Os fãs da sitcom “The Big Bang Theory” que o digam.

dezembro 24, 2008

Orci fala sobre cânon e tempo alternativo no filme

Filed under: Noticias — startrekbr @ 14:23


Roberto Orci

Dois temas que parecem sempre mexer com a cabeça dos trekkers referem-se a continuidade (ou o cânon) e as viagens temporais. O editor do TrekMovie, Anthony Pascale, conseguiu uma entrevista exclusiva com o roteirista Roberto Orci, que comentou sobre esses temas no filme. Pequenos spoilers abaixo.

A entrevista aborda o tema da viagem temporal com ênfase na teoria da física quântica e a opinião do escritor. Veja os pontos mais importantes.

Anthony: Desde o trailer, não há dúvida de que as coisas estão diferentes. Pike e Kirk estão em um bar. A nave parece diferente. Kirk está na Enterprise e não na Farragut. As pessoas estão vendo os Romulanos. Agora, um artigo da Entertainment Weekly revela que Nero vai voltar no tempo e atacar a Kelvin. J.J. e você também falaram sobre isto durante suas entrevistas. Então, a grande questão é: Será que a destruição da Kelvin, com relação ao cânon, é a razão pela qual tudo está diferente?

Orci: “É a razão pela qual algumas coisas estão diferentes, mas nem tudo é diferente. Nem tudo é incoerente com o que poderia ter realmente acontecido, no cânon. Algumas das coisas parecem que são totalmente diferentes, vou argumentar que, uma vez que o filme saia, cai bem dentro do que poderia ter sido uma versão não-viagem no tempo”.

Anthony: Então, por exemplo, Kirk está diferente, porque a sua história anterior mudou totalmente, com relação aos pais dele … e tudo o mais. Mas você está dizendo que talvez as histórias anteriores de Spock e Scotty não seriam afetadas por essa mudança?

Orci: “Correto”.

Anthony: Será que essa viagem no tempo explica a razão pela qual a Enterprise parece diferente e porque ela está sendo construída em Riverside, Iowa?

Orci: “Sim, e sim”.

Anthony: OK, alguns fãs vão dizer “bastante justo, afinal é um tempo alternativo, estamos acostumados a isso, mas esse não é o meu Kirk, é um outro Kirk”. Então este ainda é o nosso filme, ou será que estamos vendo alguma outra versão de Jornada?

Orci: “Eu diria que para os personagens, a sua verdadeira natureza não muda. O nosso lema para este filme é: mesma nave, dia diferente”.

Anthony: Então, a viagem no tempo, bem como o tempo alternativo, são apenas uma forma de fazer um estilo “reboot Galáctica”, enquanto ainda remanescente do cânon?

Orci: “Nas mãos de outra pessoa, talvez, mas, novamente digo, muito do que você verá poderia obedecer ao cânon clássico, e portanto não estamos usando isso como uma desculpa para mudar tudo”.

Anthony: Então, apesar de algumas coisas, principalmente sobre o Kirk estar num caminho diferente (por exemplo, ele não vai para o Farragut depois da Academia), ele ainda acaba na Enterprise com Scotty, Uhura, Chekov, Spock, etc. Está dizendo que existe uma espécie de ‘entropia’ talvez? Assim, mesmo que algumas coisas sejam diferentes, elas gravitam para algum tipo de ponto central?

Orci: “Sim. Se você olhar para a mecânica quântica, você aprenderá sobre o fato de que o nosso maior sucesso é teoria da mecânica quântica, e ao fato de que ela lida com probabilidades de eventos que estão acontecendo. E que o mais provável dos eventos tende a acontecer mais vezes e que um dos subgrupos dessa teoria é a teoria dos muitos universos. Data disse isso (em “Paralelos”), ele resumiu a mecânica quântica como a teoria de que “todas as possibilidades que podem acontecer acontecem”, em um universo paralelo. Segundo a teoria, existe um número muito maior de universos em que os eventos estão estritamente relacionados, pois essas são as mais prováveis configurações das coisas. Inerente à mecânica quântica, existe uma espécie de entropia reversa, que é o que você estava tentando dizer, em que o universo tende a querer pôr ordem em si mesmo, de uma certa maneira. Isto não é algo que estamos inventando, é algo que pesquisamos, em termos da física teórica. Então sim, existe um elemento do universo tentando manter a si mesmo”.

Anthony: OK. Vamos chamá-lo de linha do tempo Nero, como a principal linha temporal, isso significa que a USS Kelvin, tal como foi concebida e vista no trailer, está também nessa linha inicial do tempo?

Orci: “Sim”.

Anthony: Então, o que acontece com a destruição da Kelvin é a criação de um tempo alternativo, mas o que acontece com timeline inicial após Nero deixá-lo (no tempo de A Nova Geração)? Será que ela deixará de existir num piscar de olhos, uma vez que ele vai voltar e criar esta nova linha temporal?

Orci: “Ela continua. De acordo com a mais bem sucedida, e testada teoria científica, mecânica quântica, ela continua”.

Anthony: Desse modo, todos da primeira linha de tempo, como Picard e Riker, ainda estarão lá, só que o Nero estará desaparecido?

Orci: “Sim”.

Anthony: OK, acabamos de aprofundar nas minúcias da física de Jornada. Alguma coisa disso foi discutida no filme? Em De Volta Para o Futuro II, aquela cena com o Doc e Marty, onde Doc explica a viagem no tempo para Marty no quadro negro. Será que Spock nunca faria isso com Kirk?

Orci: “Isso parece muito lógico. A mecânica quântica evita o paradoxo do avô em que De Volta Para o Futuro baseia-se, que é: você pode retornar em De Volta Para o Futuro e ferrar com o seu próprio nascimento e potencialmente invalidar o seu próprio nascimento. Na mecânica quântica esse não é o caso. Na mecânica quântica, se você voltar e matar seu próprio pai, então você apenas vive como o cara que veio de outro universo e que vive em um universo onde você matou um cara, mas você não apaga a sua existência que está fazendo”.

Anthony: E você acredita que a “Interpretação de Muitos Mundos” da mecânica quântica é a interpretação para Jornada, com base no episódio ”Paralelos”?

Orci: “Sim. Eu diria que, no mínimo, se vamos fazer a nossa Jornada, temos que estar em conformidade com as mais recentes teorias científicas e o que existe de mais avançado e completo, até agora, que é a mecânica quântica”.

Anthony: Jornada não tem sido coerente nesta matéria. Por exemplo, tanto Yesterday’s Enterprise (Elo Perdido) de A Nova Geração quanto The City on the Edge of Forever (Cidade à Beira da Eternidade) da série original parecem seguir as regras da viagem no tempo de De Volta Para o Futuro, onde as novas linhas do tempo sobrescrevem as anteriores.

Orci: “Nós temos que lidar com isso, com o fato dos episódios não estarem em conformidade com a nossa teoria e ainda em conformidade com a mais altamente testada teoria científica da história humana. Então, eu definiria apriori, que é a ciência que conta. E dizer, para o caso de Jornada IV: A Volta Para Casa, que poderia seguir nos dois sentidos. Eles atravessam um universo paralelo, pegam algumas baleias para trazê-las de volta e salvar seu próprio universo”.

Anthony: Embora a perspectiva de viagem no tempo no episódio Paralelos resolva os paradoxos e baseia-se em física quântica, ela também não afeta o nível do drama? Existe ainda o jogo de vida e morte, pois você faz alguma coisa no passado que não tem nenhum efeito real sobre a linha de tempo que começou?

Orci: “Há, evidentemente, o jogo de vida e morte. Não estamos contando com o elemento da viagem no tempo para narrar uma boa história. É por isso que ele não é o Exterminador do Futuro, ou qualquer outro filme que tenha visto antes. E, no entanto, curiosamente, como uma questão prática, a maioria das pessoas que assistirem esse filme não terão lido esta entrevista. A maior parte da audiência vai assumir as regras da viagem no tempo clássica que ainda se aplicam”.

Anthony: Tradicionalmente, nos enredos de viagem no tempo que vão de Yesterday’s Enterprise (Elo Perdido), Jornada VII: Primeiro Contato e Cidade À Beira da Eternidade para De Volta Para o Futuro e a série Exterminador, o objetivo do protagonista é proteger ou restabelecer a cronologia original. Esse é também o caso deste filme? É a missão do Spock restaurar o seu tempo original?

Orci: “Sem comentários, não posso revelar todo o segredo”. (risos)

Fonte: Jornadanasestrelas.com.br

Novo Poster

Filed under: Noticias — startrekbr @ 14:20

Olhem o novo poster do Filme!!

tripulação do Novo Filme de Jornada nas Estrela

JJ. Abrams informa que filme será totalmente concluído na próxima semana

Filed under: Noticias — startrekbr @ 14:15

JJ. Abrams informa que filme será totalmente concluído na próxima semana

O diretor JJ Abrams deixou uma mensagem na página oficial Star Trek Facebook sobre o estado da produção do novo filme e também agradeçendo a equipe e os fãs.  Aqui está a mensagem:

“Estamos apenas fazendo ajustes finais para o filme – que deve ser totalmente terminado na próxima semana. Então vamos mante-lo congelado por mais um período, assim ele será totalmente novo para você em maio.  Eu não posso esperar para você ver o filme.  O elenco é fantástico.  A ação, os efeitos e os dublês vão além dos  limites.  Estou muito grato a este elenco e a toda equipe e para todos vocês pelo o interesse e paciência.  Iremos continuar a atualizar esta página com novas informações exclusivas e, por isso voltem sempre.  Desejo a todos um feliz Natal!!! “

Em mais informações do site Michael Giacchino é o responsável pela trilha sonora do novo filme, onde que gravações estão sendo feitas no Sony Scoring Stage pela Hollywood Studio Symphony e dirigido por Tim Simonec. A equipe de Giacchino é formada pelo o  mixador Dan Wallin, dos orquestradores Seiter Chade e Reggie Wilson, e Andrea Datzman.

O site oficial do novo filme foi feita uma pequena página Star Trek Widget, onde contém  que contem alguns itens que os fãs iram gostar como: wallpapers, downloads.

O editor da revista Geek Magazine, Jeff Bond, que esteve no studio de gravação e acompanhou o trabalho da produção musical, declarou que gostou muito do trabalho que estava sendo realizado.

fonte: Jornadanasestrelas.com.br

dezembro 23, 2008

Materia sobre o Novo Filme (em Portugues de Portugal)

Filed under: Noticias — startrekbr @ 15:57

Depois de dez filmescom a marca Star Trek, os estúdios Paramount começam do zero.Tudo de novo. Novo logotipo,novo espírito e uma margem grande para ficarmos a conhecer a juventude do capitão
Kirk e de Spock. São novas aventuras daEnterprise no tempo do Começo.

Apartir de agora, a aventura é mais luminosa, mais espectacular.
J. J. Abrams, que já tinha açambarcado o conceito de Missão: Impossível no
terceiro filme, é o responsável pela revolução. Uma revolução corajosa pois os fãs da série são os mais protectores. Os trekkers, ou trekkies, estão a viver dias de ansiedade.

ParaAbrams eles não são o público-alvo. Esta nova vida é para uma nova audiência. Pode ser até para quem nunca gostou de StarTrek. Com um ritmo de conversa que lembra um acelerado Martin Scorsese, começa por explicar
porque decidiu assinar também a direcção do projecto e não apenas a produção, conforme muitos esperariam: “Adorei pura e simplesmente o guião, em especial o conflito entre Spock e o Kirk,e também uma inesperada
história de amor, já para não falar de umgrande vilão e de uma sensação de enorme aventura espacial cheia de acção. Pensei cá para mim , quando é que voltarei a ter uma oportunidade como esta!? Se apenas produzisse sei que ficaria ciumento do realizador. A minha mulher disse-me logo: realizas tu!”
E este novo Star Trek tem uma luminosidade diferente. É assumidamente anti-negro, tal como são agora as novas encarnações de Batman ou James Bond. Oque está aqui em causa é celebrar uma premissa de uma nave
terrestre que parte para o espaço para encontrar novas fronteiras. E é seguro que o que está aqui em causa passa igualmente por uma
fidelidade a uma inocência sagrada. Talvez porisso, as cenas que vimos num visionamento privado de algumas cenas pivôs tenham uma carisma que cruza uma diversão retro com algo verdadeiramente moderno. A nível
de captação de sequências de acção e efeitos visuais, sente-se  aqui uma locomoção moderníssima.

J. J. tem um conceito bem definido: “O meu ponto de partida foi pegar em
algo que as pessoas conhecem mas dar-lhe algo que nunca antes viram. Claro que isso foi o mesmo que fizeram com Batman agora. A diferença é que não estou a fazer um filme cínico como O Cavaleiro das Trevas – o nosso futuro não é incrivelmente negro como aquele mundo, é muito mais optimista.
Espero que o público tenha um inesperado alívio por ver um espectáculo diferente deste último Batman ou da negritude do último
Bond. Se fizesse um StarTrek negro seria o caminho óbvio. Mas o próprio título, StarTrek,sugere optimismo. Para fazer um filme negro de ficção científica não é preciso pegar neste conceito. Faça-se outra coisa”. Nas sequências iniciais há uma certa glorificação do mito do jovem rebelde como sonho americano de conquista. O rebelde é Kirk, que numa motorizada que faz lembrar a pose de um James Dean chega àAcademia para um dia viajar na Enterprise. Há muito sol e luz e a cara do novo Kirk, Chris Pine, tem uma cristalina mensagem de tudo ser possível num sorriso
all american. O que a mostra também sugere é que o humor será uma das componentes de um filme que não quer ficar na promessa da aventura. A acção explícita transporta directamente a narrativa para o centro da aventura.“
Apesar de estarmos a trabalhar com a Industrial Light Magic, dos efeitos visuais, não estamos a querer impressionar o nosso público com as naves. Queremos antes impressionar pelas pessoas quel á estão dentro.
Quisemos preocupar-nos muito com as personagens e dessa forma há umlado íntimo e emocional no meio de umcenário de gigantesca
aventura espacial”. E , na verdade, a escala de grandiosidade das cenas espanta. Uma dimensão do outro mundo, pronta a fazer esquecer
o que antes se vianos filmes da série. Quem vir o trailer já disponível na net e souber o preço proibitivo do orçamento do filme compreenderá que a nível de espectacularidade pode estar aqui um dos mais grandiosos filmes de ficção científica de sempre, comexplosões que nos deixam de boca aberta e
teletransportes feitos com um sentido visual inacreditável . O realizador chega até a dizerque fez um filme “desmesuradamente épico”.

E o que nos deixa mesmo confiantes, fãsda série ou não, é que os sinais iconoclastas daquele universo permanecem lá inteirinhos (saudações à Spock incluídas…), convivendo com um aparato de filme-acontecimento. Não é apenas uma aventura amiga de toda a família, émuito mais do que isso: é para quem quer ver um espectáculo de ficção científicacom acção estratosférica. Resta depois perceber se a dimensão massiva não trará ao
mesmo tempo uma megalomania mal justificada.  Quanto a prognósticos de receptividade, as centenas de convidados que viram as primeiras
imagens vibraram a sério com o humor e a dimensão inesperada do aparato.
Com um marketing inteligente e com uma gestão de curiosidade certa, à partida,  Star Trek versão 2009 será um dos maiores sucessos últimos
tempos.

dezembro 11, 2008

Shatner, Moore, Orci, Abrams e o futuro da ficção

Filed under: Noticias — startrekbr @ 17:28


Muito tem se discutido a respeito do futuro da ficção científica no cinema e na TV. O jornal LA Times publicou um artigo sobre o estado atual da sci fi, com foco em três famosas franquias: Jornada nas Estrelas, Guerra Nas Estrelas e recentemente Battlestar Galactica. Apresentamos aqui os pontos mais importantes dos comentários de Ron Moore, Roberto Orci, J. J. Abrams e William Shatner sobre o futuro de Jornada e da scifi.

Com o título “Hollywood faz remake dos clássicos de scifi”, o LA Times discute as tentativas da indústria do entretenimento em reviver velhas franquias, ao invés de criar algo de novo como sempre foi com a ficção científica, “Jornada nas Estrelas, por exemplo”, cita o artigo, “Está no caminho de volta aos cinemas, no próximo verão, na espera de que as pessoas que irão ao cinema queiram ir audaciosamente onde milhões e milhões já foram antes”.

Antes de Jornada enveredar por esse caminho, outros remakes de scifi já surgiram como Planeta dos Macacos, Guerra dos Mundos, Os Invasores e o mais recente O Dia Em que a Terra Parou. Alguns mais estão em projeto de reciclagem: Robocop, O Planeta Proibido, ‘V’ A Batalha Final, etc. Se a ficção científica é algo inovador, a questão do jornal é: por que Hollywood se mantem olhando para o passado?

LA Times entrevistou algumas das celebridades conhecidas de famosas franquias para opinarem a respeito do assunto.

“A ficção científica deve ser a cerca de idéias e aquilo que significa ser humano, deveria ser sobre o novo e o desafiante”, disse William Shatner ao jornal, “Jornada esteve conectada com muitas pessoas durante bastante tempo, e Guerra nas Estrelas está no mesmo caminho. Há uma emoção para os fãs ao verem os heróis que que eles conhecem”.

O produtor de Battlestar Galactica e também de A Nova Geração, Ronald D. Moore, comparou Jornada e Galactica com repetidas peças de Shakespeare. “Da mesma forma que as interpretações de Shakespeare podem ser revisitadas de novo e de novo, em novas formas e configurações, com coisas como Jornada ou Galactica existe núcleo de mitologia o suficiente para que você possa mudar e adaptar todas as coisas ao redor para fazer algo de muito novo e valioso”, disse Moore. “As novas gerações podem fazer isso por elas mesmas. Novas interpretações vigorosas construídas sobre o passado, eles não as repetem. Havia o suficiente de ficção científica em diversas franquias, que atraiu várias gerações e influenciou criadores. Alguns desses criadores querem voltar a trabalhar com estas propriedades que eles cresceram amando”.

Uma dessas propriedades é Jornada. J. J. Abrams concorda que, “As pessoas realmente se preocupam com esses personagens, essas histórias e os detalhes”. Apesar disso, Abrams está fazendo um filme para atrair mais do que dedicados fãs. “Eu digo que não vou fazer um filme que tenta fazer todos os trekkers felizes, porque não é possível. Estou fazendo um filme para fãs de cinema. Quero que seja uma aventura, divertida, sexy, assustadora, épica, íntima e tudo mais. Sinto uma grande responsabilidade sobre estes personagens e tudo que veio antes, mas eu preciso fazer um filme que não seja paralisado por tudo isso”.

Já o escritor Roberto Orci prefere o equilíbrio, mostrar o familiar e ainda oferecer algo novo, “Estamos tentando fazer alguma coisa no meio termo, algo em que prende a tudo aquilo que torna Jornada o que é, mas também tê-la em um novo lugar”, disse Orci, “Uma coisa sobre o original era mostrar o seu otimismo inerente, e nós queríamos muito isso neste filme. Este é um futuro que você ia querer viver. E nós esperamos que esse seja um futuro que as pessoas queiram assistir”.

Fonte: TrekToday, TrekMovie, TrekWeb

Frakes está muito otimista com o novo filme

Filed under: Noticias — startrekbr @ 17:27

A revista IFMagazine postou uma entrevista com o ator e diretor Jonathan Frakes (Riker), que está promovendo o seu novo trabalho, The Librarian. Frakes falou sobre sobre o passado, presente e futuro de Jornada nas Estrelas, inclusive com comentários sobre sua visita ao set de filmagens do novo filme de J. J. Abrams.

IFM: Falando de Jornada, você está animado com a nova produção de J. J. Abrams?

Frakes: “Estou muito otimista quanto ao novo filme. Sou um grande fã dele como um contador de histórias e como eu estava lá, o filme me pareceu ótimo. Eu tive sorte o suficiente para visitar o set, e fiquei impressionado ao ver o quanto a ponte da Enterprise estava bonita”.

IFM: Você estava lá apenas de passagem ou fazendo uma ponta secreta no filme?

Frakes: “O assistente de diretor, Tommy Gormley, trabalhou comigo em Thunderbirds, e J. J. (Abrams) é casado com uma garota que eu conheço de Maine (EUA), então tivemos essas conexões e temos estado negociando constantemente, até que finalmente pude conversar um pouco com eles e aconteceu de ser no dia em que eles estavam no set da ponte. Devo dizer que foi muito emocional ser alguém que também estava no cenário de Jornada, como você poderia imaginar.

IFM: Você se sente triste que os filmes de A Nova Geração tenham chegado ao fim?

Frakes: “Sim. Sem dúvida. Eu jantei com Patrick (Stewart) na semana passada e ambos estávamos prontos para voltar a fazer os personagens mais uma vez”.

IFM: Você acha que um retorno de A Nova Geração estaria fora de cogitação?

Frakes: “Eu não penso assim. Acho que se este filme for bem sucedido, ele abre um sem número de possibilidades para toda a franquia, por isso veremos como é que irá funcionar”.

IFM: A série Enterprise deu uma oportunidade para oferecer um outro final para A Nova Geração, de uma maneira esquisita. Como foi voltar a fazer o último episódio da série com que Marina Sirtis?

Frakes: “Essa foi uma escolha muito interessante. A teoria fosse o Dia dos Namorados (nos EUA) para os fãs, mas a realidade é que havia um pouco de distância para nós encerrarmos a série deles”.

IFM: Eu pensei que fosse um desserviço para tudo o que Enterprise fez e não, realmente, dar-lhes uma boa festa de despedida.

Frakes: “Acho que em retrospectiva, provavelmente todo mundo se sente desse jeito”.

IFM: Como foi trabalhar novamente ao lado de sua colega de série?

Frakes: “Foi ótimo estar com Marina novamente, vestir sua roupa espacial e não tê-la deixado fora. Uma boa parte do pessoal de produção eu tinha trabalhado durante 30 anos, assim teve um valor sentimental muito bom voltar lá”.

Fonte: TrekMovie e TrekWeb

novembro 17, 2008

Finalmente novo Trailer de ST XI disponível

Filed under: Noticias — Tags:, , — startrekbr @ 21:43

Pessoal

depois de muita espera finalmente foi lançado no site oficial o novo trailer de STXI

lembrando que faltam 172 dias pra estreia do filme aqui no brasil

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