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dezembro 23, 2008

Materia sobre o Novo Filme (em Portugues de Portugal)

Filed under: Noticias — startrekbr @ 15:57

Depois de dez filmescom a marca Star Trek, os estúdios Paramount começam do zero.Tudo de novo. Novo logotipo,novo espírito e uma margem grande para ficarmos a conhecer a juventude do capitão
Kirk e de Spock. São novas aventuras daEnterprise no tempo do Começo.

Apartir de agora, a aventura é mais luminosa, mais espectacular.
J. J. Abrams, que já tinha açambarcado o conceito de Missão: Impossível no
terceiro filme, é o responsável pela revolução. Uma revolução corajosa pois os fãs da série são os mais protectores. Os trekkers, ou trekkies, estão a viver dias de ansiedade.

ParaAbrams eles não são o público-alvo. Esta nova vida é para uma nova audiência. Pode ser até para quem nunca gostou de StarTrek. Com um ritmo de conversa que lembra um acelerado Martin Scorsese, começa por explicar
porque decidiu assinar também a direcção do projecto e não apenas a produção, conforme muitos esperariam: “Adorei pura e simplesmente o guião, em especial o conflito entre Spock e o Kirk,e também uma inesperada
história de amor, já para não falar de umgrande vilão e de uma sensação de enorme aventura espacial cheia de acção. Pensei cá para mim , quando é que voltarei a ter uma oportunidade como esta!? Se apenas produzisse sei que ficaria ciumento do realizador. A minha mulher disse-me logo: realizas tu!”
E este novo Star Trek tem uma luminosidade diferente. É assumidamente anti-negro, tal como são agora as novas encarnações de Batman ou James Bond. Oque está aqui em causa é celebrar uma premissa de uma nave
terrestre que parte para o espaço para encontrar novas fronteiras. E é seguro que o que está aqui em causa passa igualmente por uma
fidelidade a uma inocência sagrada. Talvez porisso, as cenas que vimos num visionamento privado de algumas cenas pivôs tenham uma carisma que cruza uma diversão retro com algo verdadeiramente moderno. A nível
de captação de sequências de acção e efeitos visuais, sente-se  aqui uma locomoção moderníssima.

J. J. tem um conceito bem definido: “O meu ponto de partida foi pegar em
algo que as pessoas conhecem mas dar-lhe algo que nunca antes viram. Claro que isso foi o mesmo que fizeram com Batman agora. A diferença é que não estou a fazer um filme cínico como O Cavaleiro das Trevas – o nosso futuro não é incrivelmente negro como aquele mundo, é muito mais optimista.
Espero que o público tenha um inesperado alívio por ver um espectáculo diferente deste último Batman ou da negritude do último
Bond. Se fizesse um StarTrek negro seria o caminho óbvio. Mas o próprio título, StarTrek,sugere optimismo. Para fazer um filme negro de ficção científica não é preciso pegar neste conceito. Faça-se outra coisa”. Nas sequências iniciais há uma certa glorificação do mito do jovem rebelde como sonho americano de conquista. O rebelde é Kirk, que numa motorizada que faz lembrar a pose de um James Dean chega àAcademia para um dia viajar na Enterprise. Há muito sol e luz e a cara do novo Kirk, Chris Pine, tem uma cristalina mensagem de tudo ser possível num sorriso
all american. O que a mostra também sugere é que o humor será uma das componentes de um filme que não quer ficar na promessa da aventura. A acção explícita transporta directamente a narrativa para o centro da aventura.“
Apesar de estarmos a trabalhar com a Industrial Light Magic, dos efeitos visuais, não estamos a querer impressionar o nosso público com as naves. Queremos antes impressionar pelas pessoas quel á estão dentro.
Quisemos preocupar-nos muito com as personagens e dessa forma há umlado íntimo e emocional no meio de umcenário de gigantesca
aventura espacial”. E , na verdade, a escala de grandiosidade das cenas espanta. Uma dimensão do outro mundo, pronta a fazer esquecer
o que antes se vianos filmes da série. Quem vir o trailer já disponível na net e souber o preço proibitivo do orçamento do filme compreenderá que a nível de espectacularidade pode estar aqui um dos mais grandiosos filmes de ficção científica de sempre, comexplosões que nos deixam de boca aberta e
teletransportes feitos com um sentido visual inacreditável . O realizador chega até a dizerque fez um filme “desmesuradamente épico”.

E o que nos deixa mesmo confiantes, fãsda série ou não, é que os sinais iconoclastas daquele universo permanecem lá inteirinhos (saudações à Spock incluídas…), convivendo com um aparato de filme-acontecimento. Não é apenas uma aventura amiga de toda a família, émuito mais do que isso: é para quem quer ver um espectáculo de ficção científicacom acção estratosférica. Resta depois perceber se a dimensão massiva não trará ao
mesmo tempo uma megalomania mal justificada.  Quanto a prognósticos de receptividade, as centenas de convidados que viram as primeiras
imagens vibraram a sério com o humor e a dimensão inesperada do aparato.
Com um marketing inteligente e com uma gestão de curiosidade certa, à partida,  Star Trek versão 2009 será um dos maiores sucessos últimos
tempos.

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